O GPR (Radar de Penetração no solo), conhecido no Brasil como “Georadar”, é um método geofísico de imageamento da subsuperfície que utiliza um pulso elétrico para gerar ondas eletromagnéticas, que por sua vez são irradiadas para a subsuperfície através de uma antena emissora. A transmissão desse sinal depende das propriedades elétricas do meio (condutividade elétrica e permissividade dielétrica) sob condições de altas frequências (10 – 2.500 MHz), que são principalmente controladas pelo conteúdo do fluido presente no solo. Este pulso é refletido e difratrado, tanto pelas estruturas geológicas, quanto por feições anômalas enterradas (dutos, tanques de armazenamento, fundações, etc). As ondas refletidas e difratadas são recebidas através de uma antena denominada receptora colocada na superfície. Uma série de medidas são realizadas ao longo de uma linha, quando dispostas graficamente lado a lado formam uma imagem de muito alta resolução, tanto lateral quanto vertical da subsuperfície. (Porsani, 1999).

GPR é um método de prospecção baseado na reflexão das ondas de radar nas interfaces dielétricas do subsolo. As freqüências utilizadas (de 20 a 200 MHz) permitem obter imagens com resolução maior do que a qualquer outro método geofísico.

O alcance vertical do GPR varia desde alguns centímetros, em sedimentos com alto conteúdo de argila, até algumas centenas de metros em rochas como granito, areias e cascalhos. No gelo, vai além de três quilômetros. (Dicionário Enciclopédico Inglês-Português de Geofísica e Geologia – Ed. Petrobras/SBGf).

O método GPR possui uma grande versatilidade de aplicação, podendo ser utilizado para realizar mapeamento de integridade de estruturas de concreto, determinação de interferências (tubulações enterradas), mapeamentos geológicos (determinação de zonas de fraturamento, mudança de litologia, profundidade do topo rochoso), batimetria (fundo de rios e lagos), etc.

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